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Durante esta semana o jornal DCI publicou uma matéria sobre a primeira montadora de veículos elétricos da China, que deverá se instalar no Rio Grande do Sul. A matéria, escrita pelo jornalista André Barros, destaca a iniciativa da Motor Z, que desde março de 2007 produz veículos elétricos no Brasil.

DCI - DCI

Confira a matéria na íntegra.


Gaúchos terão a 1ª montadora chinesa do país

A chinesa Jinxiang, fabricante de automóveis, será a primeira montadora de seu país a se instalar no Brasil. A companhia planeja construir no país um modelo compacto, com o preço aproximado de R$ 7 mil.

Na sexta-feira, a Jinxiang Fang Neng Eletromobille, montadora de veículos populares de energia limpa (E-car), assinou um protocolo de intenções com a Prefeitura de Rolante, no Rio Grande do Sul, para a construção de uma fábrica na cidade. As obras devem se iniciar em abril, de acordo com o advogado Jamil Abdo, sócio presidente do Abdo Advogados, escritório que representa juridicamente a instalação da montadora chinesa no Brasil. O início da produção está previsto para o ano que vem.

“No primeiro momento os carros chegarão importados da China. Depois vão chegar semimontados, para que sejam montados nas instalações. A terceira etapa prevê a fabricação total do produto aqui”, diz Abdo.

Já foram iniciadas conversas com fornecedores brasileiros para que haja produção local das peças, embora não exista nenhum acordo fechado oficialmente. De acordo com advogado, esses fornecedores já estão instalados na Região Sul e há alguns grandes em conversações. “Vamos iniciar 100% chineses. Mas a idéia é ter uma grande parte da produção localizada”, diz.

Os veículos devem chegar ao Brasil nos próximos meses. Segundo Abdo, o alvo da montadora é o público das classes C e D: “Vamos iniciar a distribuição na Região Sul, depois expandir para todo o Brasil. Mas o objetivo é alcançar toda a América Latina.”

Novidade

O veículo de energia limpa da montadora chinesa será o primeiro a chegar na América Latina. O carro-chefe será um modelo para duas pessoas, mas há também veículos que comportam até quatro passageiros - mas estes chegarão em uma próxima etapa.

Esses veículos funcionam com 20 baterias, que têm autonomia para rodar até 500 quilômetros. Depois o veículo pode ser movido a álcool. A bateria é recarregada na tomada, “como se fosse um telefone celular”, diz o advogado.

Abdo conta que a tecnologia já existe há algum tempo, mas as grandes montadoras instaladas aqui a consideram inviável para o Brasil. “Mas agora elas vão pagar por isso”, diz.

Os planos dos chineses são ambiciosos. A fábrica terá capacidade inicial, daqui a três anos, de produzir até 10 mil veículos anuais, mas já há perspectivas de expansão. “Vamos iniciar com um porte menor, para depois crescer. Não há veículo igual na América Latina. Nós vamos ser os primeiros a fornecê-lo, e a primeira marca é a que fica. O objetivo é crescer com o mercado, vamos até o ponto que o mercado comportar”, diz o advogado.

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