Exclusivo: AES Eletropaulo usa scooters elétricas Motor Z
- A partir de abril, um projeto pioneiro da AES Eletropaulo, incentivará o uso de scooters elétricas em patrulhamentos, deslocamentos e transporte de pequenos objetos. A Unicamp também receberá algumas scooters para uso interno, no campus da Faculdade.
- A AES Eletropaulo deverá monitorar o consumo de energia dessas motocicletas, dados que serão usados no futuro em um projeto de substituição da frota de motos a gasolina por veículos elétricos
Confira na íntegra a notícia publicada no Boletim Conexão, da AES Eletropaulo:
Moto elétrica com cartão
de recarga desenvolvido pela
AES Eletropaulo e Unicamp poderá
melhorar o ar de São Paulo
Capital brasileira das motocicletas (segundo o Denatran, circulam
por aqui cerca de 800.000 desses veículos), a Região Metropolitana
de São Paulo sente no corpo os efeitos da emissão de gases na
atmosfera pelas motos. Dados divulgados pela CETESB indicam
que 17% de todo o monóxido de carbono lançado nos ares
metropolitanos têm como origem os motores das motocicletas.
Com o objetivo de dar a sua contribuição para o desenvolvimento
de alternativas energéticas não-poluentes, a AES Eletropaulo,
em parceria com o Departamento de Eletrônica e Microeletrônica
da FEEC/Unicamp e a empresa Watts & Volts, aprovou na Agência
Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) o projeto de P&D “Medidores
Inteligentes de Energia para Carregadores de Baterias de Veículos
Elétricos”. Proposto em 2006 pelo Diretor de Gestão de Clientes
de Varejo, Luiz José Hernandes, o projeto visa a desenvolver um
mecanismo de recarga de baterias associado a um medidor de
energia elétrica que seria disponibilizado em locais públicos, como
escolas e shopping centers, e também em empresas. Ele permitirá
que o condutor da moto recarregue a bateria utilizando um cartão
de pré-pagamento semelhante ao do sistema de telefonia pública.
Considerando-se que uma moto convencional polui o equivalente
a 20 automóveis e que a frota nacional de motos soma 6,3 milhões
de unidades, a gradativa substituição da frota por motos elétricas
diminuiria significativamente esse impacto ambiental e contribuiria
para o surgimento de uma nova classe de consumo de energia
elétrica diferenciada da residencial e da industrial.
A partir de abril, como parte do experimento, oito motocicletas
elétricas passarão a ser utilizadas no serviço de malote e ronda
de segurança da unidade de treinamento Guarapiranga,
da AES Eletropaulo, e duas outras motos serão utilizadas
internamente pela Unicamp. Cada motocicleta pode percorrer até
50 km usando a mesma bateria. A equipe da Unicamp vai monitorar
remotamente o desempenho das motos em uso para analisar a
aplicabilidade da tecnologia.
“A venda de energia para o transporte pode originar um novo
e promissor mercado”, afirma Max Xavier Lins, Diretor de Gestão
de Clientes Corporativos e atual responsável pela gestão do
projeto. “Caso a tecnologia seja testada e aprovada, há a
possibilidade de criação de uma nova classe de consumo, com
tarifa de energia elétrica diferenciada da residencial e da industrial
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Parabéns à AES e ao idealizador do projeto. São iniciativas como esta que irão melhorar a qualidade de vida no nosso planeta e que evidenciam uma preocupação real e efetiva com a solução dos problemas ambientais.
Lael Sampaio