Arquivo de 1 de Julho de 2009
Fiat aposta em Palio Weekend elétrico
A Fiat desenvolve junto com a maior hidrelétrica do mundo, a Itaipu Binacional, um carro elétrico brasileiro, na versão do Palio Weekend. O veículo é testado em um galpão na área da Usina de Itaipu, em Foz do Iguaçu, no Paraná. A montadora iniciou o projeto em 2008, com um Palio hatch, mas estudos comprovaram que a perua Weekend teria melhor desempenho com o propulsor elétrico.
O Palio Weekend elétrico seria vendido aqui no Brasil pelo preço de R$ 140 mil, somados além dos custos do projeto, os altos impostos.
O carro
O carro brasileiro funciona por meio de uma bateria 100% reciclável, feita de níquel, localizada no porta-malas, com autonomia para percorrer até 120 km com carga completa. O carregamento pode ser feito em uma tomada 220 V e leva-se até oito horas para recarga total.
O Palio Weekend tem um sistema 12 volts tradicional, que alimenta os faróis, lâmpadas, rádio e outros acessórios. O automóvel faz de zero a 60 km/h em nove segundos, e atinge uma velocidade máxima de 100 km/h. O
O motor não tem caixa de câmbio, sendo assim a transmissão do carro tem apenas um redutor de engrenagens. No lugar da manopla há uma espécie de joystick com apenas três posições: drive, neutro e ré.
A Fiat disponibilizou 21 unidades para as empresas parceiras do projeto como a suíça KWO (especializada em produção de energia renovável hidrelétrica), Ampla (fornecedora de energia elétrica no estado do RJ), CPFL (Companhia do Setor Elétrico), Copel (Companhia Paranaense de Energia), Eletrobrás (maior Companhia do setor de energia elétrica da América Latina) e Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais).
Sem comentários »CASE DE SUCESSO: BR Inaugura Eletroposto no RJ
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inauguração do Eletroposto no RJ (crédito: Alexandre Brum)
A BR Distribuidora inaugurou no último dia 10 de junho, no Rio de Janeiro, o primeiro Eletroposto instalado em um posto de serviços em todo o país. Trata-se do primeiro ponto de abastecimento privado exclusivo para veículos elétricos, que começam a surgir como alternativa aos motores a combustão.
O evento teve a presença de diversos profissionais da Petrobras e BR Distribuidora, que atuam no segmento de energia e combustíveis. A inauguração do Eletroposto também contou com a participação de Carlos Zeppini, presidente do Grupo Zeppini, e Paulo Rogério Fernandez, diretor executivo do Grupo Zeppini.
Paulo Rogério Fernandez destacou o pioneirismo da iniciativa, e ressaltou que os consumidores que desejavam comprar um veículo elétrico, agora terão mais uma opção de recarregamento das bateriais. Para o executivo, não se trata apenas de uma solução pontual, mas sim uma mudança no padrão de comportamento do consumidor, que deseja usar veículos eficientes, sejam movidos a etanol, biodiesel, elétricos ou híbridos.
O Eletroposto combina a tecnologia dos painéis solares fotovoltaicos, que convertem a energia solar diretamente em energia elétrica, fonte usada como combustível para veículos.
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scooter elétrica é recarregada no Eletroposto (crédito: Alexandre Brum)
Como funciona?
Instalado na Barra da Tijuca, na capital fluminense, o Eletroposto oferece recargas de uma a três horas para veículos movidos a eletricidade ou ainda a troca de bateriais descarregadas por um conjunto carregado. Como usa a energia solar como fonte, não há impactos negativos para o meio ambiente, e a tendência é que a idéia se espalhe pela cidade do Rio de Janeiro e também outras capitais onde estão disponíveis os veículos elétricos. Completamente recarregada, uma scooter elétrica da Motor Z, por exemplo, anda em média, 40 quilômetros, e um carro, 60 quilômetros.
A BR estima que o crescimento da demanda por fontes de energia para abastecer veículos elétrico seja 50% ao ano. No Rio de Janeiro, estima-se que circulem 300 scooters elétricas e 20 automóveis movidos a eletricidade.
Além do Eletroposto da BR, no Rio de Janeiro, a Zeppini dispõe de um Eletroposto em frente à sua fábrica, na cidade de São Bernardo do Campo, que usa a mesma tecnologia dos painéis fotovoltaicos.
Consumidor muda padrão de consumo
Em entrevista à Agência Brasil, o diretor da Rede de Postos e Serviço da BR, Edimário Oliveira Machado, disse que a vantagem de encher o tanque com energia solar é a redução do impacto ambiental, causado tanto pela produção da energia não renovável, como a proveniente do petróleo, quanto pela energia produzida por termelétricas e hidrelétricas, por exemplo.
“Quem adquire um carro elétrico, ou uma moto, está mais preocupado com a questão ambiental do que com a questão do combustível. Aqui, será usada a energia captada do sol, de resíduo zero, impacto ambiental zero, mas que neste momento vai custar mais caro”, disse Machado.
“No custo desse produto, está a preservação do planeta”, reforçou. De acordo com ele, dentro de um ou três anos, à medida que o projeto for multiplicado, a energia será mais competitiva em relação à gasolina e à energia elétrica doméstica
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