Motor Z

Falta incentivo para os veículos elétricos no Brasil

Mesmo com inúmeras iniciativas de empresas brasileiras, como a Motor Z e Fiat Automóveis, em lançar veículos ou protótipos, uma reportagem recente divulgada por toda a imprensa, lembra que ainda faltam incentivos para a comercialização de veículos elétricos no Brasil.

Por aqui, um dos maiores obstáculos é o tributário. Enquanto veículos a combustão, como os automóveis comuns, recebem incentivos com redução ou até isenção do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), um veículo elétrico como uma scooter da Motor Z paga 35% de imposto.

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scooter elétrica paga 35% de IPI: só um dos impostos que compõem seu preço final ao consumidor

A falta de incentivos como redução de impostos e investimentos em infra-estrutura podem fazer com que os veículos elétricos sejam considerados viáveis pelos consumidores. Mantidas as atuais condições de mercado, um automóvel movido a eletricidade por exemplo, pode custar mais que o dobro do que um modelo comum, com motor a combustão.

Outro fator que pode pesar no bolso é o alto custo das baterias, que não recebeu incentivos públicos. Segundo o Diretor-presidente da ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico), Antônio Nunes, aqui no Brasil, não há nenhuma grande força que impulsione o uso de veículos elétricos. “Nos EUA, no Japão e em outros países da Europa, onde a cultura do veículo elétrico está mais difundida, há o estímulo para a utilização do elétrico como: estacionamentos, abastecimento sem tarifas ou com desconto e outras várias iniciativas”, afirma.

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ponto de reabastecimento em Londres: consumidor avalia viabilidade do veículo antes da compra

Em Londres, por exemplo, quem compra um carro elétrico tem isenção do imposto sobre propriedade de veículos, o equivalente ao nosso IPVA. No Japão, há diversos incentivos como a isenção de impostos anuais e também de taxas como pedágios e estacionamentos. Em Portugal, em junho, foi anunciada a construção de milhares de pontos de recarga para reabastecimento de veículos elétricos. Ainda assim, as iniciativas são escassas, tendo em vista o grande desafio de substituição da matriz energética dos países, e a urgência de termos modelos alternativos de locomoção, principalmente nas grandes cidades.


com informações da ABVE e de notícias veiculadas na grande imprensa



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