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Motos elétricas invadem o Salão Duas Rodas

Moto.com.br

Hoje, a questão da mobilidade está sempre em foco, principalmente nos grandes centros urbanos. Apesar da “lei da física”, ônibus, caminhões, automóveis e motocicletas querem ocupar o mesmo espaço. Além do grande número de veículos, há outro tipo de vilão que paira no ar, literalmente. E não são os helicópiteros, muito menos os aviões, mas sim o monóxido de carbono, o CO2. Desde janeiro, a terceira fase do Promot (Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares) está em vigor e alguns fabricantes investiram em motos equipadas com injeção eletrônicas ou movida a etanol. Mais ainda é pouco.

O mercado mundial e o Salão Duas Rodas mostram que os veículos elétricos já não habitam apenas nossos pensamentos. O futuro é hoje e os veículos movidos a energia limpa já são uma realidade concreta. Diversos modelos movidos a energia elétrica foram apresentados no evento. Até mesmo a resolução do Denatran 315/2009 equipara as scooters elétricas com os ciclomotores movidos à combustão. Ou seja, os veículos que rodam com baterias precisam estar equipados com todos os itens de segurança – espelhos, piscas, farol, lanterna, velocímetro, buzina – e, consequentemente, ser emplacados para rodar em vias públicas. Outra prova que os veículos elétricos vieram para ficar é que a Petrobras já montou um “eletroposto” no Rio de Janeiro.

Zero poluição

Uma das grandes novidades mundiais em motos elétricas dos últimos anos, a Zero Motorcycles chega agora também ao Brasil. No Salão Duas Rodas, o Grupo Izzo anunciou oficialmente que vai importar os modelos produzidos pela empresa americana: as off-road X e MX, a trail DS e a supermotard S. Equipados com baterias de ion-lítio, a Zero produz motos com suspensões, freios, enfim uma ciclística de motocicleta e não de scooter como a maioria das opções elétricas em duas rodas. Porém as motos não têm câmbio.

Com autonomia de 80 km e recarga total em quatro horas, a supermotard Zero S, por exemplo, pode atingir 90 km/h. Os preços, por enquanto, ainda são salgados: de R$ 31.000 a R$ 39.000. Mas se você quiser andar de moto com a consciência limpa e emitir zero poluentes as motos da Zero são uma boa opção.

Diversas opções de scooters

Pioneira no Brasil, a MotorZ apresentou no salão paulista a linha 2010 das scooters elétricas SS800 (um motor de 800 watts), S1000 (dois motores de 500 watts cada) e V1500 (um motor de 1500 watts). Os modelos foram aprimorados, principalmente no que diz respeito ao sistemas elétricos e de recarga. Os preços variam entre R$ 6.450 e R$ 6.800). A autonomia é de 40 km e a velocidade máxima varia entre 50 e 60 km/h.

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A “nova” Kasinski, que agora pertence à CR Zongshen, também entrou na onda ecologicamente correta. Apresentou o scooter Prima Electra com motor de 2000 W.

Com autonomia de 60 km, o scooter tem velocidade máxima de 50 km/h e conta com um diferencial: um botão que permite selecionar três modos distintos de potência para economizar energia. Em um curto test-ride, nota-se bem a diferença entre os três modos. As grandes dificuldades para motociclistas acostumados com motos a gasolina é a asuência de ruído e também o fato de que, ao acionar o manete de freio o motor elétrico corta e dificulta o equilíbrio. O preço da Prima Electra é de R$ 5.290.
A Traxx também entra na briga pelos volts e exibiu o scooter Vico (R$ 3.577). O modelo poder rodar com velocidade média de 25 km/h e conta com carregador bivolt.



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