Governos mundiais anunciam incentivos para impulsionar venda de carros elétricos
The Wall Street Journal
O alto custo e a dificuldade de manter as baterias carregadas ainda são fortes empecilhos para que os carros elétricos se tornem um produto de massa. Para incentivar a produção destes veículos, as montadoras têm recebido cada vez mais ajuda de governos como o da China, dos Estados Unidos e da França. Estes países acreditam que os novos veículos podem solucionar grandes problemas, que vão do aquecimento global à dependência do petróleo. Os investimentos anunciados pelos governos mundiais, até agora, já chegam a US$ 15 bilhões nesse segmento nos próximos cinco anos.
As autoridades dizem que gostam da ideia do veículo elétrico porque os carros a gasolina dependem do petróleo, muitas vezes importado e grande causador de emissões de carbono. Mesmo carros que funcionam com eletricidade gerada por termelétricas a carvão emitem muito menos dióxido de carbono do que o motor a gasolina. No caso em que eletricidade é gerada por energia nuclear ou eólica, não se produz quase nenhum dióxido de carbono.
Prestando auxílio financeiro, os governos também estão dando às montadoras a possibilidade de sair na frente em uma indústria que potencialmente tem grande futuro.
Carro elétrico Leaf, da NissanAs tentativas passadas de comercializar carros elétricos sempre fracassaram: as baterias custavam caro, acabavam antes que o carro avançasse muito e ainda demoravam horas para recarregar. Recentemente, a tecnologia melhorou, possibilitando aos atuais protótipos desses veículos rodarem 150 quilômetros com uma única carga de bateria. Mas o custo das baterias, no entanto, continua muito alto, cerca de US$ 10.000 cada.
A principal contribuição dos governos para o desenvolvimento do carro elétrico são os incentivos ao consumidor. A França anunciou um bônus de 5.000 euros (US$ 7.500) para compradores de carros com emissões de carbono muito baixas, e reduziu um imposto como punição aos carros que consomem muita gasolina. A China tem um programa de incentivos de 20 bilhões de iuanes (US$ 2,9 bilhões) para os veículos públicos e do setor de serviços, tais como ônibus, táxis e veículos de uso do governo. No Japão, os subsídios do governo federal e dos governos locais chegarão a US$ 10.000 por carro em alguns anos.
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